terça-feira, 3 de maio de 2016

ECONOMIA/BRASIL - MATERIAL DE CONSTRUÇÃO APRESENTA QUEDA DE 7% DAS VENDAS NO VAREJO - MAIO 2016

ECONOMIA/BRASIL/NÚMEROS DA CONSTRUÇÃO CIVIL/VAREJO
QUEDA DE 7% EM ABRIL, SOBRE MARÇO 2016



Segundo os DADOS apurados no estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp, as vendas no varejo de material de construção tiveram retração de 7% no mês de abril na comparação com março deste ano.

O levantamento ouviu 530 lojistas, das cinco regiões do país, entre os dias 26 e 30 de abril, mostrando ainda que o desempenho ficou 2% abaixo do registrado em abril de 2015. Com isso, o setor teve retração de 6% nos últimos 12 meses, e de 11% no acumulado do ano.

A região Centro-Oeste foi a que apresentou melhor resultado no mês, com crescimento de 2% sobre março. Já as demais regiões retraíram com diferentes índices. No Nordeste, a queda foi de 5%, seguida pelo Norte, que teve desempenho negativo de 7%. As regiões Sudeste e Sul apresentaram as maiores retrações: -9% e -10%, respectivamente.

Entre as categorias pesquisadas, telhas de fibrocimento foi a que apresentou maior queda no mês (-7%) seguida de louças sanitárias (-6%), tintas (-5%) e revestimentos cerâmicos (-5%). Fechaduras, ferragens e metais sanitários não apresentaram variação com relação ao mês anterior.

Os números negativos, no entanto, não surpreenderam, pois, segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, “Tradicionalmente, abril não é um bom mês para o setor, e para completar o quadro de queda nas vendas, tivemos o mês com menos chuvas em 16 anos. As chuvas atrapalham quando estão acontecendo, obrigando o consumidor a adiar as obras, mas a falta delas também prejudica o nosso setor, pois acaba gerando menos manutenção ou estragos e, consequentemente, menos demanda por obras”. 

Segundo ainda o o presidente da Anamaco, o resultado no mês também reflete o atual cenário político e econômico do País. “Toda vez que temos um cenário como o atual, as pessoas tendem a segurar novos investimentos e a evitar gastos, com medo do futuro incerto. O bolso do consumidor é um só e nele nós concorremos com diversos outros setores, Sempre digo que obra é uma coisa que as pessoas precisam planejar. Ninguém acorda de manhã com vontade de comprar azulejo”.


Matéria em parceria com o Blog 

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