domingo, 7 de maio de 2017

MARCHA DA MACONHA LEVA MILHARES DE PESSOAS PELA ORLA DA ZONA SUL

PEDIDO DE LIBERAÇÃO DO CONSUMO E USO MEDICINAL

MOVIMENTO BUSCA AINDA QUE SEJAM DEFINIDOS CRITÉRIOS OBJETIVOS DE DIFERENCIAR O USUÁRIO DO TRAFICANTE, REDUZINDO O ENCARCERAMENTO E ALIVIANDO O SISTEMA PENAL BRASILEIRO.

Foi a 15a. Marcha da Maconha realizada no Rio de Janeiro, e reuniu ontem (06/05), na orla de Ipanema, Zona Sul da capital, MILHARES de defensores da legalização do uso da cannabis no país. 

A marcha, que não é mais reprimida, embora o consumo de MACONHA esteja proibido pelos participantes, foi possível graças a uma liminar e a um habeas corpus preventivo que asseguram o direito de manifestação concedidos pela justiça.

O ato durou cerca de cinco horas e os manifestantes ocuparam cerca de um quarteirão de uma das pistas da Avenida Vieira Souto e caminharam um quilômetro ao som de funk e em ritmo de carnaval.

USO MEDICINAL 
Sônia Costa Cruz, 55 anos, foi à marcha com a filha, Raquel, 16 anos, que tem uma atrofia cerebral e precisa do uso da cannabis para o tratamento. "Os remédios convencionais resolvem uma parte, mas prejudicam outra. Minha filha já está com a parte gástrica comprometida por causa dos remédios", contou ela. "Precisamos que liberem o uso para a fabricação do óleo da cannabis".

Ana Beatriz Gaque, 19 anos, levou a filha de 1 ano e meio para a marcha. "Maconha não é uma droga, é uma erva. Fumo para manter minha mente tranquila, ela me ajuda a cuidar da minha filha, pois sou mãe solteira", afirmou.

SEPARAÇÃO DE USUÁRIO E TRAFICANTE

A marcha deste ano teve como mote a liberdade para quem é flagrado com maconha e acaba preso por tráfico de drogas. Desde 2006, a lei não prevê prisão de usuários.

No Supremo Tribunal Federal existe um Recurso Extraordinário - 635659, que determina a descriminalização do usuário, que hoje não é preso, mas é processado e pode ser condenado. Além disso, o Supremo pode resolver um dos grandes problemas da lei de 2006, que é a questão da diferenciação entre o usuário e o traficante, estabelecendo critérios mais objetivos, evitando que tantos usuários sejam encarcerados no país.

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